INCHEON QUER UNIR A ÁSIA PELO DESPORTO - Plataforma Media

INCHEON QUER UNIR A ÁSIA PELO DESPORTO

 

A 17.ª edição dos Jogos Asiáticos, o maior evento desportivo do continente mais populoso do mundo, arranca oficialmente hoje na cidade sul-coreana de Incheon com a participação de cerca de 10.000 atletas de 45 países e territórios. A união dos povos da Ásia é o lema da competição e o mote das cerimónias de abertura e encerramento.

 

Várias estrelas do desporto da Ásia concentram-se a partir de hoje em Incheon para mais uma edição dos Jogos Asiáticos, que vão reunir na cidade sul-coreana cerca de 10.000 atletas ao longo de 16 dias. Este é um dos maiores eventos multidesportivos do mundo, considerados os segundos mais importantes, em termos de escala, depois dos Olímpicos de verão.

Até 4 de outubro, os talentos asiáticos vão mostrar o que valem em 36 desportos, 28 dos quais olímpicos, e lutar pelas 439 medalhas disponíveis.

A China lidera o top de medalhas há oito edições consecutivas dos Jogos Asiáticos, ou seja, desde 1982, tendo arrecadado um recorde de 416 medalhas na última edição dos Jogos em Cantão, em 2010. Este ano, o anfitrião do evento, a Coreia do Sul, estabeleceu o objetivo de conseguir 90 medalhas de ouro.

Timor-Leste, as Maldivas e o Butão são os únicos países que ainda não ganharam qualquer medalha nos Jogos Asiáticos. O Platafoma Macau tentou contactar o Comité Olímpico de Timor-Leste para saber quantos atletas leva o país este ano a Incheon e as expetativas para os Jogos, mas sem sucesso.

É precisamente a China que envia a maior delegação a Incheon formada por 899 atletas com o objetivo de usar os Jogos Asiáticos para lançar as carreiras de futuros campeões olímpicos. Os nadadores chineses Sun Yang e Ye Shiwen, por exemplo, venceram medalhas de ouro nos Jogos de Cantão, em 2010, antes de repetirem o feito nos Olímpicos de Londres, em 2012. Os dois campeões olímpicos participam também este ano nos Jogos de Incheon.

Para os atletas masculinos da Coreia do Sul, uma medalha de ouro nos Jogos Asiáticos tem um sabor especial, já que abre caminho a dois anos de isenção do serviço militar – tal como qualquer medalha ganha nos Olímpicos -, pois o país continua tecnicamente em guerra com a vizinha Coreia do Norte desde a Guerra da Coreia (1950-53), que terminou sem um tratado de paz.

“A diversidade brilha aqui” é o slogan dos Jogos de Incheon e “Só uma” o hino do evento. A mensagem de unidade dos povos asiáticos, sob o lema “Sonho de 4,5 mil milhões de pessoas, Uma Ásia”, será o tema das cerimónias de abertura e encerramento. O espetáculo de abertura, agendado para hoje no estádio principal de Incheon, vai contar com a participação de cerca de 3.000 pessoas e tm um custo estimado em 22 milhões de dólares. Dirigida pelos realizadores de cinema coreanos Kwon-taek e Jang Jin, a cerimónia vai durar três horas e contará com a atuação de vários artistas, como Psy e o pianista chinês Lang Lang.

A Coreia do Sul organiza os Jogos Asiáticos pela terceira vez, depois das edições de 1986, em Seul, e de 2002, em Busan. O país terá gastado com a organização do evento em Incheon 1,15 mil milhões de dólares norte-americanos (1,2 biliões de won). Foi construída uma aldeia dos atletas na cidade, que é a quinta da Coreia do Sul e tem capacidade para 15.000 pessoas, e os Jogos terão à sua disposição cerca de 50 infraestruturas desportivas. A organização do evento contará com uma mão de obra formada por cerca de 30 mil pessoas.

A escolha do país que organizará a próxima edição dos Jogos será anunciada no fim do mês em Incheon durante uma assembleia-geral do Conselho Olímpico da Ásia (OCA, na sigla inglesa). A Indonésia afirma-se como o candidato com mais possibilidades de ser o escolhido.

 

Patrícia Neves

 

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