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POR QUE NÃO PRODUTOS PORTUGUESES?

Madein Macau. Com poucas exceções, é esta a condição para as mercadorias do território entrarem no continente chinês ao abrigo do acordo CEPA. E os vinhos portugueses continuam fora da lista de produtos a quem é dado um tratamento preferencial para entrar no outro lado da fronteira.

“Macau perde identidade quando estas coisas acontecem”, diz João Tique, director-geral da TopWine, empresa portuguesa de exportação e promoção de vinhos que vende no mercado local e exporta para Hong Kong, Japão e interior da China.

“Macau devia criar aqui um entreposto, de forma a atribuir uma identidade aos seus produtos e criar uma marca local. Esses produtos deveriam ser portugueses, levariam Macau além-fronteiras e entrariam na China sob o acordo do CEPA com vantagens adquiridas”, afirma o responsável da TopWine, empresa que está presente em Macau desde 2008. 

Quem optou por uma nova estratégia para facilitar a entrada no mercado chinês foi a VinoVeritas, distribuidora de vinhos portugueses estabelecida em Macau desde 1997.

“A empresa está em processo de licenciamento, que deverá estar concluído dentro de duas ou três semanas para a abertura de uma nova empresa em Zhuhai”, explica Tomás Pimenta, responsável pela VinoVeritas. “Para fazermos as ‘re-exportações’ para a China é um processo logístico complicado”, justifica.

 

明佳

C.D.

 

 

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