O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta segunda-feira que encara “com toda a tranquilidade” a auditoria à Polícia Judiciária (PJ) e disse desejar que o processo seja concluído e tornado público.
Questionado sobre o impacto da auditoria na imagem da PJ, Luís Neves rejeitou preocupações e destacou o seu percurso de mais de três décadas na polícia, afirmando ter sido sujeito a sucessivos escrutínios e inspeções.
“Até desejo que seja feita”, afirmou, defendendo que todas as averiguações e auditorias são importantes para esclarecer o percurso da instituição.
O governante garantiu também ter condições para permanecer no cargo de ministro e disse estar motivado para continuar a trabalhar e resolver os problemas “um a um”.
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A auditoria foi determinada pelo Ministério da Justiça depois de surgirem notícias sobre a atuação de Luís Neves durante o período em que dirigiu a PJ. Entre as questões sob análise estão obras realizadas numa propriedade do atual ministro no Alentejo por uma empresa contratada pela PJ e a existência, nas instalações dessa empresa, de um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga.
Segundo a informação divulgada pela TSF, a auditoria deverá analisar contratos e obras públicas realizados entre janeiro de 2018 e julho de 2026, abrangendo diferentes direções da PJ.
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, afirmou que o objetivo é “proteger a instituição” e garantir que todos os factos relevantes sejam esclarecidos.