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Israel e Líbano fecham novo entendimento sobre zonas-piloto. Retirada israelita continua sem calendário

Israel e o Líbano acordaram avançar com as primeiras zonas-piloto previstas no acordo mediado pelos Estados Unidos. A aplicação do plano continua, porém, condicionada por divergências sobre a retirada israelita e o futuro do Hezbollah

AFP

O Líbano e Israel concluíram, na quarta-feira (15), uma nova ronda de negociações mediadas por Washington, em Roma, acordando implementar as “zonas-piloto” no sul do Líbano previstas no recente acordo-quadro, informou um responsável norte-americano.

“As conversações terminaram após dois dias de discussões produtivas e positivas”, afirmou o responsável numa declaração divulgada pela embaixada dos Estados Unidos em Beirute, acrescentando que os participantes “acordaram a estrutura e as diretrizes para o processo das zonas-piloto, que será finalizado e implementado nos próximos dias”.

As negociações mediadas pelos Estados Unidos decorreram na capital italiana no âmbito do acordo-quadro alcançado no mês passado, após cinco rondas de conversações em Washington, com os negociadores libaneses a procurarem progressos quanto à retirada israelita do sul do Líbano.

O acordo procura pôr fim ao estado de guerra entre Israel e o Hezbollah no Líbano, promover o desarmamento do grupo armado apoiado pelo Irão, assegurar o destacamento de tropas libanesas no sul do país e garantir a retirada gradual das forças israelitas, começando por duas “zonas-piloto”. Contudo, o acordo, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece um calendário para a retirada de Israel.

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As autoridades israelitas comprometeram-se igualmente a manter as suas forças numa “zona de segurança” com 10 quilómetros de profundidade ao longo da fronteira, enquanto o Hezbollah continuar armado.

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, afirmou que o seu país está “pronto para avançar com a implementação destas duas zonas-piloto”.

O Líbano e Israel, que não mantêm relações diplomáticas formais, iniciaram negociações depois de o Hezbollah ter envolvido o país na guerra mais alargada no Médio Oriente ao atacar Israel, em março.

O responsável norte-americano afirmou que as partes irão agora avançar para “conversações técnicas alargadas, centradas na implementação de todas as áreas do Quadro Tripartido, com o objetivo de alcançar um acordo abrangente entre Israel e o Líbano”.

Entretanto, uma fonte militar libanesa disse à AFP que o Exército do Líbano começou a intensificar as patrulhas em várias aldeias adjacentes às áreas ocupadas pelas forças israelitas no sul do país, incluindo Froun, no distrito de Bint Jbeil, como preparação para a implementação da disposição relativa às zonas-piloto.

O acordo-quadro foi alcançado na sequência de um cessar-fogo frágil na guerra entre Israel e o Hezbollah. Israel continua, no entanto, a realizar ataques ocasionais no sul do Líbano e a efetuar explosões em aldeias que mantém ocupadas junto à fronteira.

As conversações em Roma decorreram antes da visita prevista do Presidente libanês, Joseph Aoun, a Washington, a 21 de julho, a convite do seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

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