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Bonnie Tyler escolheu Portugal para viver os últimos dias: a história de amor que começou há quase 50 anos no Algarve

Muito antes de o Algarve se tornar a sua casa, Bonnie Tyler já tinha encontrado em Portugal um lugar onde conseguia desligar-se da pressão da fama. A cantora britânica, que morreu esta quarta-feira aos 75 anos no Hospital de Faro, passou grande parte da vida dividida entre o País de Gales e o sul de Portugal, um país que descrevia como o seu "local preferido no mundo".

A relação com Portugal começou em 1977. Na altura, Bonnie Tyler estava a gravar um álbum e decidiu fazer uma pausa com a banda no Algarve, alugando duas casas em Vale do Lobo. A experiência mudou-lhe a vida. Anos mais tarde recordaria que se apaixonou de imediato pelas praias, pelo clima, pela gastronomia e pela hospitalidade dos portugueses, acabando por comprar uma casa na região.

Desde então, a artista fez do Algarve um segundo lar. Em entrevistas ao longo dos anos, revelou que passava cerca de metade do ano em Portugal, longe do ritmo das digressões internacionais. “Assim que saio do avião em Portugal, desligo de tudo. É maravilhoso”, contou numa entrevista ao Daily Mail, explicando que era ali que encontrava a tranquilidade que dificilmente conseguia noutros países.

Em 2021, numa entrevista ao Correio da Manhã, Bonnie Tyler voltou a explicar a ligação emocional ao país. “Portugal é, sem dúvida, o meu local preferido. Nunca me canso de aqui estar. Costumo dizer aos meus amigos portugueses que são abençoados por terem nascido em Portugal. É um dos países mais bonitos do mundo”, afirmou. Apesar de admitir que nunca conseguiu aprender português devido à dificuldade da língua, dizia sentir-se plenamente integrada, até porque, brincava, “toda a gente acaba por falar inglês comigo”.

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A cantora aproveitava o tempo no Algarve para viver uma rotina simples, marcada por passeios junto ao mar, refeições em restaurantes locais e dias passados na praia ou no barco com o marido, Robert Sullivan. Numa crónica publicada pelo The Guardian, chegou mesmo a dizer que o que mais apreciava era a forma como conseguia esquecer o resto do mundo assim que chegava ao Algarve, descrevendo o estilo de vida português como “incrivelmente relaxante”.

Foi também em Portugal que viveu o confinamento durante a pandemia e onde permaneceu nos últimos meses, depois de regressar de um concerto no Reino Unido. Acabaria por ser internada no Hospital de Faro, onde morreu após complicações provocadas por uma infeção generalizada. O país que escolheu para viver durante quase cinco décadas acabou por ser também o lugar onde passou os seus últimos dias.

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