A iniciativa, chamada Saber Poupar, foi apresentada pela DECO PROteste e funciona como uma plataforma gratuita que “compara, simula e apresenta as melhores opções de poupança em várias áreas essenciais do orçamento familiar”, embora exija registo prévio para utilização.
Segundo a organização de defesa do consumidor, o objetivo é oferecer uma visão integrada das despesas domésticas e identificar oportunidades de poupança de forma personalizada, tendo em conta o perfil e a localização de cada utilizador.
Entre as funcionalidades disponíveis, a plataforma permite comparar preços de bens alimentares com base na recolha diária de valores de mais de 250 produtos, ajudando a identificar o supermercado mais económico na área de residência.
No setor das telecomunicações, o sistema analisa faturas e perfis de consumo, sugerindo alternativas mais baratas e, quando aplicável, a mudança de operador. A ferramenta inclui ainda simulações para energia, banca, mobilidade e habitação.
De acordo com a DECO PROteste, o utilizador pode introduzir dados como faturas atuais ou necessidades de consumo, recebendo em troca recomendações ajustadas ao mercado e à zona geográfica.
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A organização estima que, no conjunto das diferentes áreas, os consumidores possam poupar cerca de 2.000 euros por ano, dependendo do perfil de consumo e das escolhas feitas.
“O objetivo é apresentar ao consumidor uma resposta integrada, com uma poupança global para as vertentes por si selecionadas”, explicou um porta-voz da DECO PROteste, sublinhando que a plataforma foi pensada para responder a um contexto de aumento do custo de vida.
A Saber Poupar reúne comparações e simulações personalizadas e integra ainda parcerias que podem gerar benefícios adicionais. A organização defende que a plataforma não se limita a otimizar uma fatura isolada, mas procura identificar, de forma global, onde é possível reduzir despesas.
A iniciativa surge num momento em que muitas famílias enfrentam pressão sobre o orçamento doméstico, com aumentos acumulados nos preços da habitação, energia e alimentação, setores que continuam a representar a maior fatia das despesas mensais.