Pequim confirmou este sábado (27) que o piloto da avioneta que chocou contra um arranha-céus da capital chinesa morreu e que outras 13 pessoas ficaram feridas, na primeira referência pública ao incidente por parte de autoridades ou meios de comunicação chineses.
O acidente ocorreu às 17:55, hora local de sexta-feira, nas imediações da terceira rodovia de contorno de Pequim, onde uma aeronave desportiva leve, monomotor e biposto, colidiu em voo contra “um edifício de grande altura”, segundo uma conta das autoridades do distrito de Chaoyang, em Pequim, na rede social Wechat.
A escassa comunicação não identifica o piloto nem precisa o nome do edifício contra o qual o avião colidiu, embora o acidente tenha ocorrido contra o China Zun, também conhecido como CITIC Tower, o arranha-céus mais alto de Pequim.
A fonte indicou que o piloto era o único ocupante do aparelho e que os 13 feridos recebem tratamento médico, embora se desconheça se correm perigo de vida ou as circunstâncias em que sofreram lesões. O texto acrescenta que “os departamentos competentes investigam as circunstâncias do acontecimento”, sem dar mais pormenores sobre o incidente.
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O comunicado também não esclarece de onde descolou a aeronave ou qual era o seu destino previsto, nem as causas pelas quais colidiu contra o edifício.
Até à publicação da mensagem oficial, os meios de comunicação chineses não tinham referido qualquer informação sobre o caso e as buscas em plataformas locais como Weibo ou Douyin não apresentavam resultados recentes sobre o impacto, enquanto as imagens e vídeos do incidente circulavam no X.
Mesmo após as informações das autoridades, as imagens dos danos causados na sexta-feira pelo impacto e dos destroços da pequena aeronave continuavam sem circular nas redes sociais da China.
O incidente ocorreu em Guomao, um dos principais distritos financeiros da capital chinesa, uma área de intensa atividade empresarial onde têm sede numerosas empresas chinesas e estrangeiras e que costuma registar uma elevada afluência no final da semana laboral.
O impacto provocou um buraco na fachada envidraçada do China Zun, a grande altura, e a queda de fragmentos da aeronave numa via próxima ao arranha-céus e peças dos níveis superiores.
A base de dados Aviation Safety Network, da Flight Safety Foundation, já tinha incluído na sexta-feira uma entrada sobre o incidente na qual identificava a aeronave como um Sunward SA 60L Aurora com matrícula B-12PP, embora advertisse que a informação disponível procedia por enquanto de fontes não oficiais.
O sinistro ocorreu numa capital submetida a um estrito controlo de segurança devido à condição de sede do Governo central e do Partido Comunista Chinês (PCCh, governante), com amplos dispositivos de vigilância e restrições sobre o uso de drones e do espaço aéreo de baixa altitude reforçadas nos últimos meses.
O China Zun tem 528 metros de altura, foi inaugurado em 2018 e tornou-se então no arranha-céus mais alto da capital chinesa. Em 2021, a China impôs restrições à construção de novos arranha-céus, especialmente os de grande altura, como parte de uma política para limitar projetos considerados excessivos ou pouco sustentáveis.