O secretário de Estado norte-americano negou hoje (3) que a política em relação a Taiwan tenha mudado após a visita do Presidente dos EUA à China e sublinhou que a administração autorizou uma “venda massiva” de armamento à ilha.
“O mais importante a compreender é que queremos que se preserve o ‘status quo’, tal como existe neste momento. Essa é a nossa política, foi isso que dissemos e é isso que continuamos a dizer. É uma relação muito delicada que requer um equilíbrio cuidadoso, mas a nossa política em relação a Taiwan não está a mudar. Não mudou durante essa viagem”, disse Rubio perante o Senado norte-americano.
Após se ter reunido em maio, em Pequim, com o Presidente chinês, Xi Jinping, Donald Trump recusou-se a confirmar se autorizará a aprovação da venda de um novo pacote de armas pendente para Taiwan, avaliado em cerca de 14 mil milhões de dólares (cerca de 12,04 mil milhões de euros), que seria o maior da história.
Rubio afirmou que essa venda continua em análise, mas recordou que, em dezembro passado, a administração Trump aprovou uma venda de armas a Taiwan no valor de 11 mil milhões de dólares (cerca de 9,4 mil milhões de euros).
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O montante dessa venda ultrapassa o total das vendas realizadas durante a administração de Joe Biden (2021-2025) e provocou uma reação agressiva por parte da China, segundo o secretário de Estado.
O líder taiwanês, William Lai, insistiu que a venda de armas dos Estados Unidos à ilha é necessária para manter a paz e a estabilidade.
Donald Trump afirmou que reservava a sua resposta relativamente ao seguimento das entregas pretendidas por Taipé, afirmando após a sua visita que se tratava de “um trunfo de negociação muito bom” face a Pequim.
“Penso que é evidente que a parte chinesa gostaria de ver uma mudança, mas não se verificou qualquer alteração a este respeito”, acrescentou hoje Rubio.
O secretário interino da Marinha norte-americana, Hung Cao, tinha afirmado no mês passado que as vendas de armas a Taiwan tinham sido suspensas.