O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou hoje que Cuba aceitou uma oferta de ajuda dos Estados Unidos de 100 milhões de dólares (86,3 milhões de euros).
Acrescentou, contudo, não ter a certeza se Washington aceitará as condições impostas por Havana.
“Eles dizem ter aceitado. Veremos se tal significa que isto vai funcionar”, declarou Rubio à comunicação social, na sua cidade natal, Miami.
Cuba limitou-se a declarar publicamente que estava a considerar a oferta feita pelo chefe da diplomacia norte-americana, sem confirmar a respetiva aceitação.
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Os Estados Unidos indiciaram na quarta-feira o ex-presidente cubano Raúl Castro por homicídio, intensificando a pressão sobre a ilha caribenha comunista.
“Não vamos fornecer ajuda humanitária que caia nas mãos dos militares. Eles depois apoderam-se desses bens, vendem-nos em lojas de artigos a um dólar e metem o dinheiro ao bolso”, declarou o governante norte-americano.
Marco Rubio, ele mesmo de origem cubana e um feroz crítico do Governo comunista de Havana, afirmou igualmente que os Estados Unidos esperam evitar o recurso à força.
O indiciamento em Miami do ex-presidente cubano de 94 anos, num caso que remonta há mais de 30 anos, gerou especulações de que o Presidente norte-americano, Donald Trump, poderia usar essa acusação como pretexto para atacar a ilha e detê-lo, como aconteceu em janeiro deste ano com o então Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
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Maduro foi capturado por forças norte-americanas em Caracas e transportado para os Estados Unidos, onde se encontra detido aguardando julgamento por “narcoterrorismo”, entre outros crimes.
“O Presidente [Trump] tem ainda a possibilidade de fazer tudo o que for necessário para apoiar e proteger os interesses nacionais e a segurança nacional dos Estados Unidos”, disse Rubio.
“Dito isto, privilegiamos sempre uma solução diplomática”, acrescentou, reiterando que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.