A iniciativa surge num contexto em que a histórica rua continua a enfrentar dificuldades de circulação e consumo, apesar da proximidade às Ruínas de São Paulo. Atualmente existem cerca de 12 lojas disponíveis para arrendamento e a nova fase do programa pretende precisamente aproveitar esse potencial, conjugando apoio financeiro, formação e promoção conjunta.
A primeira edição recebeu 128 candidaturas e acabou por selecionar sete negócios ligados sobretudo à restauração, comércio criativo e produtos culturais. Entre eles estão o Café Fantart, PANPAN, Glow Gelato, Voyage Thai Kitchen, Catfee e Little Port.
Para muitos dos comerciantes, o principal impacto não foi apenas financeiro. Chan Iat Seng, responsável pelo Café Fantart, explica que o apoio da Sands China foi particularmente importante no arranque. “O apoio financeiro foi especialmente crítico na fase inicial”, afirma ao PLATAFORMA.
Também Wong Chun Fai, responsável pela PANPAN, considera que o programa ajudou a consolidar a confiança para abrir um negócio na zona. Além dos subsídios, destaca as iniciativas promocionais que ajudaram a aumentar o fluxo de pessoas na rua. “Foi precisamente por causa do programa da Sands China que nos sentimos mais determinados a abrir uma loja na Rua das Estalagens”.
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O empresário acredita ainda que a revitalização depende da criação de um verdadeiro efeito de cluster. “A indústria da restauração beneficia muito da concentração de negócios. Quanto mais operadores existirem, melhor será para todos”.
A Glow Gelato, instalada na rua há quase um ano, também aponta a promoção conjunta como uma das principais vantagens. O responsável Billy Kuok refere que a participação em eventos organizados pela Sands China, como festivais gastronómicos e o Sands Shopping Carnival, ajudou a tornar tanto a marca como a zona mais conhecidas entre residentes e turistas.
Ainda assim, os desafios permanecem. Lao, responsável pela Voyage Thai Kitchen, admite que o movimento na zona continua relativamente baixo quando comparado com outras áreas da cidade. Apesar disso, acredita no potencial do bairro devido à proximidade das zonas turísticas e ao valor histórico da rua. “A questão central é como atrair mais visitantes e fazer com que mais turistas descubram esta rua com valor histórico”.
Também o setor imobiliário detecta mudanças. O agente imobiliário Kwan, considera que a primeira fase do programa alterou claramente a dinâmica comercial da rua. “Antes do programa, a maioria das lojas estava ligada ao consumo local do dia a dia. Depois dos subsídios da Sands China, o nível de atividade aumentou significativamente”, diz ao PLATAFORMA.
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A segunda fase do programa mantém o foco no empreendedorismo local. Os candidatos ao “Entrepreneurship Recruitment Programme 2.0” terão de investir pelo menos 300 mil patacas e poderão receber apoios até um milhão de patacas. Já o novo “Shop Rebranding Programme”, destinado às lojas já existentes, prevê apoios até 500 mil patacas para renovação de imagem, embalagens ou fachadas.
O programa inclui ainda o “Rua das Estalagens Open Day”, que terá lugar entre hoje e domingo, assim como entre 12 e 14 de junho, permitindo ao público visitar os espaços comerciais disponíveis na rua. A iniciativa destina-se sobretudo a empresários e PME interessados em participar no programa, oferecendo uma oportunidade para conhecer melhor as condições da zona e desenvolver planos de negócio mais concretos e direcionados.