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Primeiro petroleiro chega à Coreia do Sul após bloqueio de Ormuz

Um petroleiro que atravessou o Estreito de Ormuz chegou à Coreia do Sul na sexta-feira (8), sendo o primeiro navio deste tipo a alcançar o país asiático por essa rota desde que o Irão declarou a via marítima crítica como encerrada

AFP

A Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustíveis do Médio Oriente, a maioria das quais transitava por Ormuz até que os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, no final de fevereiro, levaram Teerão a encerrar efetivamente o estreito. A chegada do “Odessa”, de bandeira maltesa, transportando um milhão de barris de petróleo bruto, deverá aliviar as preocupações de Seul quanto à segurança energética, à medida que a guerra no Médio Oriente se prolonga.

O imponente navio foi avistado por volta das 10h00 (09h00 em Macau) junto a uma instalação de ancoragem ao largo da costa de Seosan, segundo jornalistas da agência France-Presse (AFP). A sua chegada deverá ajudar a estabilizar o abastecimento, garantindo crude equivalente a quase metade do consumo diário de petróleo da Coreia do Sul, indicaram fontes do setor à AFP.

A carga será refinada antes de ser fornecida ao mercado sob a forma de produtos petrolíferos, incluindo gasolina e gasóleo, acrescentaram as mesmas fontes. O Odessa atravessou o Estreito de Ormuz a 17 de abril, durante uma breve pausa no bloqueio, disse uma fonte à AFP. O tráfego naquela via marítima caiu a pique desde o início da guerra, com Estados Unidos e Irão a trocarem ataques na zona na quinta-feira, ameaçando um cessar-fogo frágil.

O conflito, que já dura há meses, levou a Coreia do Sul – um importante produtor e refinador petroquímico – a impor, pela primeira vez em quase 30 anos, um limite aos preços dos combustíveis. O país tem também procurado diversificar as suas fontes de abastecimento, garantindo mais de 270 milhões de barris de crude, suficientes para mais de três meses das suas necessidades, através de rotas não afetadas pelo bloqueio.

Leia também: Explosão e incêndio atingem navio sul-coreano no estreito de Ormuz

Cerca de 1.500 navios e 20.000 tripulantes internacionais estão retidos na região do Golfo devido ao conflito, afirmou na quinta-feira o secretário-geral da Organização Marítima Internacional das Nações Unidas, Arsenio Dominguez.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou brevemente esta semana uma operação naval para forçar a reabertura do estreito à navegação comercial, mas suspendeu-a poucas horas depois, alegando progressos nas negociações com o Irão.

Trump acusou também o Irão de atacar, esta semana, um navio de carga operado por uma empresa sul-coreana no estreito, acusação negada pela embaixada iraniana em Seul.

O navio HMM Namu, danificado por um incêndio, chegou ao porto do Dubai na sexta-feira, informou a sua operadora à AFP. A embarcação será “em breve alvo de investigação”, indicou um porta-voz da HMM.

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