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Vladimir Putin visita China na primeira metade do ano (com vídeo)

Serguei Lavrov acrescentou que os laços entre a Rússia e a China são “inquebráveis perante qualquer tempestade”.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, anunciou hoje, em Pequim, que o Presidente russo, Vladimir Putin, vai visitar a China na primeira metade deste ano, num contexto internacional marcado pela guerra no Irão.

Lavrov fez o anúncio numa conferência de imprensa no final da visita oficial ao país asiático, durante a qual se reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, e com o seu homólogo, Wang Yi.

A deslocação do chefe da diplomacia russa voltou a evidenciar a sintonia entre Moscovo e Pequim.

Na terça-feira, Wang afirmou que ambas as partes “coordenam plenamente as suas posições” e “apoiam-se mutuamente” no plano internacional, enquanto Lavrov denunciou tentativas de “conter” a Rússia e a China através de estruturas de “blocos” na Ásia.

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O ministro russo declarou ainda perante Xi que a relação bilateral desempenha “um papel estabilizador” nos assuntos mundiais, acrescentando depois que os vínculos entre os dois países são cada vez mais importantes para o que descreveu como “a maioria da população mundial”.

Lavrov sustentou também hoje que a Rússia pode compensar a escassez de recursos energéticos registada na China e noutros países na sequência da crise no Médio Oriente.

O responsável russo acrescentou que os laços entre a Rússia e a China são “inquebráveis perante qualquer tempestade”.

O anúncio surge numa altura em que é esperada, para maio, a visita a Pequim do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para os dias 14 e 15, o que abre a possibilidade de as deslocações de Putin e Trump à China ocorrerem com reduzido intervalo temporal.

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Está também previsto que Putin, que já visitou o país asiático mais de duas dezenas de vezes enquanto Presidente russo, regresse à China em novembro para participar, pela primeira vez desde 2017, na cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia – Pacífico (APEC), que terá lugar este ano na cidade de Shenzhen, no sudeste da China.

A China e a Rússia têm vindo a estreitar relações nos últimos anos.

Pouco antes da invasão russa da Ucrânia em larga escala, Xi e Putin proclamaram, em Pequim, uma “amizade sem limites” entre os dois países.

Desde o início do conflito, Pequim tem mantido uma posição ambígua, defendendo a proteção da soberania de todos os países, numa alusão à Ucrânia, e a consideração pelas “legítimas preocupações de segurança”, numa referência à Rússia.

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