Lavrov fez o anúncio numa conferência de imprensa no final da visita oficial ao país asiático, durante a qual se reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, e com o seu homólogo, Wang Yi.
A deslocação do chefe da diplomacia russa voltou a evidenciar a sintonia entre Moscovo e Pequim.
Na terça-feira, Wang afirmou que ambas as partes “coordenam plenamente as suas posições” e “apoiam-se mutuamente” no plano internacional, enquanto Lavrov denunciou tentativas de “conter” a Rússia e a China através de estruturas de “blocos” na Ásia.
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O ministro russo declarou ainda perante Xi que a relação bilateral desempenha “um papel estabilizador” nos assuntos mundiais, acrescentando depois que os vínculos entre os dois países são cada vez mais importantes para o que descreveu como “a maioria da população mundial”.
Lavrov sustentou também hoje que a Rússia pode compensar a escassez de recursos energéticos registada na China e noutros países na sequência da crise no Médio Oriente.
O responsável russo acrescentou que os laços entre a Rússia e a China são “inquebráveis perante qualquer tempestade”.
O anúncio surge numa altura em que é esperada, para maio, a visita a Pequim do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para os dias 14 e 15, o que abre a possibilidade de as deslocações de Putin e Trump à China ocorrerem com reduzido intervalo temporal.
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Está também previsto que Putin, que já visitou o país asiático mais de duas dezenas de vezes enquanto Presidente russo, regresse à China em novembro para participar, pela primeira vez desde 2017, na cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia – Pacífico (APEC), que terá lugar este ano na cidade de Shenzhen, no sudeste da China.
A China e a Rússia têm vindo a estreitar relações nos últimos anos.
Pouco antes da invasão russa da Ucrânia em larga escala, Xi e Putin proclamaram, em Pequim, uma “amizade sem limites” entre os dois países.
Desde o início do conflito, Pequim tem mantido uma posição ambígua, defendendo a proteção da soberania de todos os países, numa alusão à Ucrânia, e a consideração pelas “legítimas preocupações de segurança”, numa referência à Rússia.