Macau registou em fevereiro uma forte quebra na aprovação de novos empréstimos hipotecários para habitação, que caíram 58,3% face ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).
De acordo com os dados, o montante total dos novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos da região fixou-se em 661.18 milhões de patacas (69,4 milhões de euros).
A quase totalidade destes empréstimos foi concedida a residentes locais, cerca de 660 milhões de patacas (69,3 milhões de euros), o que representa uma descida de 58% em relação a janeiro.
Já os empréstimos concedidos a não residentes recuaram para apenas 1,03 milhões de patacas (108 mil euros).
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O crédito mal-parado manteve-se estável em 3,6% nos empréstimos hipotecários para habitação.
Num relatório em março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade.
Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 2,71 mil milhões de patacas (292,2 milhões de euros) nos primeiros dois meses do ano, mais 14,3% do que no mesmo período do ano passado.
A principal razão para a subida dos lucros foi um aumento na margem de juros de 24,4%, para 3,09 mil milhões de patacas (332,1 milhões de euros), com os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, a subiram apenas 0,3% em comparação com fevereiro de 2025, fixando-se em 1,05 mil milhões de patacas (112,7 mil milhões de euros).