Foram recebidas 132 queixas, mais 22 (+20%) do que em 2024 e mais 44 (+37.5%) face a 2023, segundo um relatório da Comissão de Fiscalização Disciplinar (CFD) da região.
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) concentrou o maior número de queixas (105), sobretudo relacionadas com a atividade policial (46) e a aplicação da lei de trânsito (42). Seguiram-se a Polícia Judiciária (PJ) e os Serviços de Alfândega (SA).
No entanto, para as autoridades da cidade, este aumento deve-se ao “crescimento do número de visitantes em Macau”, que atingiu 40,69 milhões em 2025, mais 14.7% do que no ano anterior, com a CPSP a interagir mais frequentemente com os turistas que visitam a cidade diariamente.
Os números devem ser interpretados “em função das funções exercidas e da frequência de interação com os cidadãos”, não podendo ser entendidos isoladamente como “indicador da qualidade global do desempenho institucional”, segundo a CFD. As queixas recebidas resultaram em 10 processos, dos quais sete originaram sanções para o agentes envolvidos.
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O número de processos igualou o de 2022 e ficou ligeiramente acima da média anual de oito registada entre 2021 e 2025. Entre 2021 e 2024 tinham sido instaurados 30 processos, com aplicação de sanções em 24 casos.
Do total de 132 queixas recebidas em 2025, 108 foram integralmente processadas. As restantes 18 (16.7%) continuam em apreciação devido à sua complexidade ou por terem dado entrada no final do ano, transitando assim para 2026.