A massa monetária em Macau aumentou em fevereiro, com o agregado M2 (a soma da circulação monetária, depósitos à ordem e as responsabilidades quase monetárias) a crescer 0.5% em termos mensais, atingindo 863,6 mil milhões de patacas (cerca de 93 mil milhões de euros), impulsionado pela subida da circulação monetária e dos depósitos à ordem, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau.
O agregado M1 (a soma da circulação monetária e os depósitos à ordem) cresceu 7.4% face ao mês anterior, refletindo aumentos de 4.4% na circulação monetária e de 8.6% nos depósitos à ordem. Em sentido contrário, as responsabilidades quase monetárias registaram uma ligeira queda de 0.2%.
A composição do M2 manteve-se dominada pelo dólar de Hong Kong, com um peso de 44.6%, seguido da pataca de Macau com 32%, do dólar dos Estados Unidos com 15.3% e do renminbi com 6.4%.
Os depósitos de residentes cresceram 0.4% em termos mensais, totalizando 840,1 mil milhões de patacas. Já os depósitos de não-residentes aumentaram 1.2%, enquanto os depósitos do sector público subiram 3.8%.
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No conjunto, os depósitos da actividade bancária cresceram 1.1% face ao mês anterior, atingindo 1.416,5 mil milhões de patacas. A estrutura por moeda manteve o predomínio do dólar de Hong Kong, com 44.8% do total.
Os empréstimos internos ao sector privado registaram uma queda de 0.7%, fixando-se em 489,1 mil milhões de patacas. Em contraste, os empréstimos ao exterior aumentaram 4.2%.
O volume total de crédito cresceu 1.9% em termos mensais, atingindo 1.046,8 mil milhões de patacas, refletindo sobretudo o dinamismo do financiamento externo.
O rácio empréstimos/depósitos subiu para 73.9%, enquanto o rácio referente apenas a residentes desceu para 45%. O rácio de crédito vencido recuou ligeiramente para 4.7%.
Os dados detalhados constam do Boletim Mensal das Estatísticas Monetárias e Cambiais divulgado pela Autoridade Monetária de Macau.