O encontro foi disputado em Kigali, cidade que acolhe duas séries da FIFA Series, uma competição de carácter amigável entre seleções. A formação africana inaugurou o marcador logo aos 16 minutos, na sequência de um autogolo de Amâncio Goitia, jogador do Benfica de Macau.
No Estádio Amahoro, a Tanzânia ampliou a vantagem aos 26 minutos, por intermédio do defesa Bakari Nondo Mwamnyeto, antes de Mudathir Yahya fazer o 3-0 mesmo em cima do intervalo. Na segunda parte, Paul Peter marcou aos 56 minutos, Novatus Miroshi aos 74, e Tarryn Allarakhia fechou o resultado aos 87 minutos.
A Tanzânia ocupa o 112.º lugar do ranking da FIFA, enquanto Macau surge na 193.ª posição entre 210 seleções. Entre os países e regiões de língua oficial portuguesa, apenas Timor-Leste se encontra abaixo da seleção macaense.
No onze inicial de Macau destacou-se Nuno Pereira, jogador do Portimonense, da II Liga portuguesa, o único futebolista a atuar no estrangeiro entre os 25 convocados.
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Esta foi a 14.ª partida oficial consecutiva sem vencer para Macau, desde junho de 2019, quando a equipa bateu o Sri Lanka por 1-0, em casa, na qualificação para o Campeonato do Mundo, com golo de Filipe Duarte. No entanto, a seleção acabaria por ser desqualificada após a Associação de Futebol de Macau optar por não disputar a segunda mão no Sri Lanka, na sequência dos atentados bombistas ocorridos em abril desse ano.
Após a pandemia, Macau foi uma das últimas seleções a regressar à competição, apenas em março de 2023, depois de uma interrupção de quase quatro anos motivada pela política de “zero covid”.
O selecionador luso-angolano Lázaro Oliveira deixou o comando técnico em setembro de 2024, após duas derrotas frente ao Brunei, que afastaram Macau da qualificação para a Taça Asiática de 2027. Desde agosto de 2024, a FIFA passou a exigir passaporte de Macau — atribuído apenas a cidadãos chineses residentes permanentes — para representar a seleção, decisão que afastou vários jogadores, incluindo o então capitão Nicholas Torrão e Filipe Duarte.