A Universidade de Macau (UM) apresentou oficialmente em Lisboa a obra académica “Camões Poeta, Herói n’Os Lusíadas”, dedicada à figura maior da literatura portuguesa, Luís de Camões. A publicação reforça o papel da instituição como elo académico e cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, sublinhando igualmente os laços históricos entre Macau e Portugal.
A sessão de lançamento reuniu diversas personalidades dos meios académico e cultural. O vice-reitor da UM, Rui Martins, destacou que Macau, pela sua história e localização estratégica, assume uma função relevante na promoção dos estudos de literatura portuguesa, com especial enfoque na investigação sobre a presença de Camões no Oriente e o impacto da sua obra.
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O responsável sublinhou ainda que a publicação assinala duas efemérides: o 45.º aniversário da Universidade de Macau e o 40.º aniversário da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, refletindo o compromisso da instituição com a cooperação académica internacional e a valorização da herança cultural lusófona.
A obra é da autoria de Helena Carvalhão Buescu, professora catedrática emérita da Universidade de Lisboa e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Durante a apresentação, a autora explicou que o livro analisa os conceitos de “desconcerto do mundo” e “descaso da poesia” em Os Lusíadas, propondo uma leitura que posiciona Camões como o verdadeiro herói da epopeia e reinterpretando a obra como um épico de natureza lírica.
Também José Augusto Bernardes, comissário-geral das comemorações do V Centenário do nascimento de Camões e professor da Universidade de Coimbra, apresentou uma análise detalhada da publicação. O especialista destacou os estudos sobre a passagem de Camões pelo Oriente, incluindo a sua possível estadia em Macau, e salientou o impacto duradouro da obra camoniana em diferentes tradições literárias do espaço lusófono.
A cerimónia foi presidida por António Pinto Marques, contando ainda com a presença de várias figuras de relevo, como Leonor Beleza, José Francisco Rodrigues, José Luís Cardoso, Luís Filipe de Castro Mendes e Jorge Rangel.

