De acordo com a mesma informação, as opções estão a ser avaliadas para decisão do presidente Donald Trump e incluem desde uma intensificação da campanha de bombardeamentos até operações com envolvimento de forças terrestres.
Entre os cenários em análise está a possibilidade de invadir ou bloquear a ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo iraniano. Outras opções passam pela tomada de ilhas estratégicas como Larak e Abu Musa, localizadas nas imediações do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio energético global.
Outra hipótese considerada envolve a interceção ou apreensão direta de navios que transportem petróleo iraniano na região oriental do estreito.
As opções militares estão a ser preparadas numa altura crítica, a poucas horas do fim do ultimato de cinco dias imposto por Trump para que Teerão reabra o Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano já tinha ameaçado intensificar ataques a infraestruturas energéticas iranianas caso não haja avanços.
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Apesar da escalada militar, decorrem contactos diplomáticos indiretos. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou que Islamabad está a mediar as negociações entre Washington e Teerão, com o apoio de países como a Turquia e o Egito.
Segundo Dar, os Estados Unidos apresentaram uma proposta de paz com 15 pontos, atualmente em análise pelas autoridades iranianas. No entanto, Teerão já classificou o plano como “excessivo” e contrapôs com exigências próprias, incluindo o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.
Entretanto, Trump lançou um novo aviso, apelando ao Irão para negociar “antes que seja demasiado tarde”, sob pena de uma escalada sem retorno.
Os Estados Unidos e Israel mantêm desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão, que respondeu com ataques na região e com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.