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Irão: Pequim defende negociações para travar guerra

A China indicou que “é sempre melhor negociar do que intensificar os combates”, apelando à resolução do conflito no Médio Oriente, e afirmou apoiar “todas as iniciativas que contribuam para reduzir tensões”

Lusa - China

As declarações, feitas em conferência de imprensa pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, no dia 25, surgem após fontes governamentais do Paquistão terem assegurado que o país lidera uma iniciativa de mediação com a Turquia e o Egito para pôr fim à guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel.

Trump afirmou na segunda-feira ter mantido conversações “ótimas e produtivas” com Teerão para alcançar o fim das hostilidades e garantiu que os contactos vão continuar ao longo da semana, embora o Exército do Irão tenha negado ontem a existência de negociações com Washington.

Lin afirmou ainda que “a China espera que todas as partes aproveitem qualquer oportunidade e janela para a paz e iniciem, o mais rapidamente possível, um processo de diálogo”.

Acrescentou também que a situação está a afetar a segurança energética global, o funcionamento das cadeias de abastecimento e produção, bem como a ordem do comércio internacional, sublinhando que a China “está disposta a reforçar a coordenação e cooperação com a comunidade internacional para enfrentar conjuntamente os desafios em matéria de segurança energética”.

Leia também: Trump propõe plano de paz ao Irão e petróleo reage com queda

Na véspera, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve uma chamada telefónica com o seu homólogo iraniano, na qual apelou ao regresso à via do diálogo para pôr fim à guerra do Irão e iniciar negociações de paz “o mais cedo possível”.

Wang insistiu que todas as questões sensíveis devem ser resolvidas através do diálogo e da negociação, e não pelo recurso à força.

A guerra no Médio Oriente entra na sua quarta semana, após a escalada iniciada a 28 de fevereiro com ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano.

Em resposta, o Irão lançou vagas de mísseis e veículos aéreos não tripulados (“drones”) contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado reiteradamente os ataques ao Irão, embora também tenha apelado ao “respeito pela soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém igualmente relações estreitas.

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