Na apresentação do boletim económico de março, em Lisboa, o responsável sublinhou que a atual conjuntura está a reduzir a margem orçamental. “Há maior pressão na despesa, nomeadamente na despesa líquida, e agora com o conflito há mais pressão para aumentar o apoio às famílias e empresas e também com as tempestades”, afirmou.
Santos Pereira reconheceu que um eventual excedente orçamental em 2025 superior ao esperado — como sinalizado pelo Ministro das Finanças de Portugal — seria positivo, mas advertiu que a margem disponível “não está a aumentar, está a diminuir”.
O governador destacou ainda que, apesar da redução do rácio da dívida pública para 89,6% do Produto Interno Bruto (PIB), Portugal continua a apresentar níveis elevados de endividamento. “Ainda temos uma dívida muito elevada e temos de continuar a desendividar o Estado”, defendeu.
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Nesse sentido, sublinhou que a existência de excedentes orçamentais deve ser aproveitada para acelerar a redução da dívida, reforçando a capacidade de resposta a choques externos.
“Quando temos choques inesperados, é importante que tenhamos margem para poder atuar decisivamente, quer seja na parte monetária, quer na política orçamental”, concluiu.
Os dados oficiais sobre a execução orçamental deverão ser divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.