Segundo o representante da Santa Sé em Portugal, a confirmação da visita é certa, mas o calendário papal é complexo e condicionado por múltiplos fatores. “Quando vai ser vai depender da agenda do Papa, e ela nunca é simples”, sublinhou, acrescentando, contudo, que a ida a Fátima é uma intenção clara do atual pontífice.
Nomeado no início do ano, Carrascosa Coso — o primeiro espanhol a assumir o cargo de núncio em Portugal — chegou a Lisboa poucos dias após a passagem da depressão Kristin, tendo-se deslocado às zonas afetadas a convite do bispo de Leiria-Fátima e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. O diplomata destacou a importância de uma presença próxima da Igreja junto das populações, assumindo como missão “ser um representante presente”.
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Desde a chegada, o núncio tem mantido uma política de maior proximidade com bispos, movimentos e fiéis, rompendo com um estilo tradicionalmente mais reservado. Defendeu uma “atitude de escuta” e de “caminho conjunto”, alertando para os riscos da secularização se a Igreja se limitar apenas às tradições, sem enraizar a fé na vida concreta das pessoas.