Dono de uma boa disposição genuína, sempre de sorriso fácil, Silvino Louro tinha um lado humano fraternal que contrastava com a frieza evidenciada entre os postes, quando nas décadas de 1980 e 1990 se assumiu como um dos melhores guarda-redes portugueses da sua geração, primeiro no Benfica e depois no F. C. Porto. Faleceu ontem, aos 67 anos, após uma longa batalha contra uma doença oncológica que nunca lhe roubou a disponibilidade para ouvir os amigos.
Além de ter marcado uma era como jogador também se evidenciou como adjunto de José Mourinho, tendo-se destacado como treinador de guarda-redes para preparar os melhores do Mundo, quando fechar a baliza começou a implicar estudo e leitura de jogo. Ajudou a aperfeiçoar o talento de Vítor Baía (F. C. Porto), Cech e Courtois (Chelsea), Júlio César (Inter), Casillas (Real Madrid) e De Gea (Manchester United) e nesse percurso exemplar ganhou duas Ligas dos Campeões (F. C. Porto e Inter) e duas Ligas Europa (F. C. Porto e Manchester United) ao lado de Special One, amigo e conterrâneo sadino.