De acordo com a dirigente, a atual direção tem sustentado a atividade da instituição ao longo dos últimos oito anos com recursos próprios, permitindo ultrapassar dificuldades pontuais. No entanto, a situação agravou-se no último ano e meio, tornando-se “particularmente difícil” de gerir.
Entre os principais problemas identificados estão o incumprimento no pagamento de quotas — apenas cerca de dez sócios, em mais de uma centena, têm a situação regularizada —, a inexistência de patrocinadores, problemas estruturais no espaço arrendado e dificuldades na exploração da cantina, que deveria constituir uma das principais fontes de receita.
A reduzida participação dos associados é outro fator apontado como limitador da capacidade da Casa para desenvolver projetos e responder aos desafios financeiros. Perante este cenário, a direção apela ao envolvimento dos sócios, quer através da regularização das quotas, quer na angariação de patrocínios e no apoio a iniciativas como a escola de futebol e o voleibol juvenil.
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Uma das necessidades mais urgentes passa pela retirada e eventual venda de bens da antiga sede, com o objetivo de liquidar pequenas dívidas pendentes. “O clube atravessa um momento difícil, mas representa muitos anos de dedicação, convívio, prática desportiva e espírito de comunidade”, sublinha Diana Massada, defendendo que só uma “vontade coletiva” poderá garantir a continuidade da instituição.
Fundado em 2006, o F. C. Porto de Macau chegou a competir na primeira divisão do futebol do território, onde alcançou o segundo lugar, mas os problemas financeiros afastaram a equipa dos principais escalões. Na época passada, a equipa sénior caiu da terceira para a quarta divisão, após uma temporada sem vitórias.
Na Região Administrativa Especial de Macau existem também estruturas associadas aos outros grandes clubes portugueses, como a Casa do Benfica de Macau, atual participante na primeira divisão e detentora de vários títulos, e o Sporting de Macau, que compete no segundo escalão.