As Comissões de Trabalhadores (CT) da RTP e da Lusa manifestaram, na quinta-feira, preocupação sobre o futuro das duas empresas, considerando que o Governo tem sido pouco transparente nas políticas públicas anunciadas e tem criado um ambiente de incerteza.
Numa tomada de posição comum, as CT apontaram para a “falta de informações que deveriam ser claras e definitivas por parte do Governo sobre a eventual concentração da Lusa e da RTP num espaço comum”, lê-se num comunicado, também subscrito por outras organizações representativas dos trabalhadores da RTP e da Lusa.
“As duas comissões de trabalhadores alertam que a junção das sedes no mesmo espaço pode vir a afetar a identidade dos respetivos órgãos de comunicação social, assim como o produto final do trabalho da televisão pública, da rádio pública e da agência de notícias”, lê-se no comunicado.
Na tomada de posição comum, que ocorreu após uma reunião na terça-feira onde foi analisado o “atual contexto das políticas públicas que têm vindo a ser anunciadas pelo Governo e que visam ambas as empresas”, as CT comprometeram-se “a manter uma articulação permanente e avaliar a adoção de posições e iniciativas conjuntas”.
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“Deste encontro resultou uma tomada de posição comum, responsável e inequívoca quanto à defesa da independência editorial, da autonomia institucional e da estabilidade das condições de trabalho nas respetivas entidades, pilares fundamentais para o cumprimento das missões de serviço público”, sublinharam.
As CT mobilizaram os trabalhadores para as manifestações que ocorreram na tarde da quinta-feira, em frente à sede do Governo, onde protestaram durante quatro horas.