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Saiba como as companhias aéreas se adaptaram durante a guerra

Controladores aéreos e companhias aéreas têm adaptado rotas e reforçado procedimentos para garantir a segurança dos voos comerciais em zonas próximas de conflitos, como no Médio Oriente

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Nas últimas semanas, drones e mísseis têm cruzado o espaço aéreo sobre o Irão e o Golfo, obrigando os controladores aéreos a redirecionar os voos de passageiros por corredores alternativos mais seguros, mas mais congestionados.

Em países como o Egito e a Geórgia, o tráfego tem sido gerido de forma coordenada, com cada controlador responsável por uma secção do espaço e em constante comunicação com os colegas para garantir que todas as aeronaves se mantêm devidamente separadas.

Em situações normais, um controlador pode gerir cerca de seis aeronaves em simultâneo, mas em períodos de conflito esse número pode duplicar, exigindo níveis elevados de concentração. Para evitar fadiga, as equipas são reforçadas e os turnos encurtados, com rotações mais frequentes entre períodos de trabalho e descanso.

A intensidade do trabalho obriga a pausas regulares, sendo comum reduzir os turnos para cerca de 20 minutos, seguidos de períodos equivalentes de descanso, explica o controlador de tráfego aéreo reformado, Brian Roche, numa entrevista com a BBC. Roche trabalhou, durante 18 anos, primeiro na Força Aérea Real em vários países e, posteriormente, em voos de passageiros em Londres, onde integrou uma unidade encarregada de atender chamadas de emergência.

Um mapa de rastreamento de voos que mostra as rotas dos voos comerciais sobre o Médio Oriente (Fotografia: FlightRadar24).

O risco associado à aviação em zonas de conflito foi evidenciado por incidentes como o abate do voo MH17 da Malaysia Airlines, em 2014, na Ucrânia, que causou 298 mortos, após o avião ter sido atingido por um míssil.

Embora encerramentos súbitos do espaço aéreo sejam pouco frequentes, as companhias aéreas planeiam antecipadamente rotas alternativas para evitar áreas de risco, seja por motivos de segurança ou condições meteorológicas. Os pilotos são também instruídos para transportar combustível adicional, permitindo eventuais desvios ou regressos ao ponto de partida, caso a situação no destino se agrave.

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Os controladores aéreos asseguram ainda a separação segura entre aeronaves, tanto na vertical como na horizontal, tendo em conta as diferentes dimensões e o impacto da turbulência gerada por aviões de grande porte. Apesar da complexidade, profissionais do setor sublinham que estes procedimentos seguem protocolos rigorosos e não resultam em situações caóticas, sendo cuidadosamente coordenados.

A bordo, as tripulações desempenham igualmente um papel essencial, garantindo a segurança e tranquilidade dos passageiros, sobretudo em períodos de maior tensão.

Alterações nas rotas e horários têm, no entanto, impacto nas condições de trabalho de pilotos e assistentes de bordo, que enfrentam jornadas mais exigentes e itinerários mais longos. Ainda assim, profissionais do setor consideram que estas adaptações fazem parte da natureza da aviação comercial, permitindo assegurar a continuidade das operações mesmo em cenários de instabilidade internacional.

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