Numa nota à imprensa, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) referiu que o suspeito, de 41 anos, que se encontrava há algum tempo foragido da justiça angolana, foi detido numa fazenda, nas imediações da Barra do Kwanza, município de Belas, a sul da província de Luanda.
Sobre este cidadão chinês pesam dois mandados de detenção, por indícios de ser um dos principais financiadores da atividade clandestina de mineração de criptomoedas no país.
“Realçar que para além desses mandados foi confirmado junto das autoridades chinesas que sobre este indivíduo pesa um mandado de detenção emitido, em 2023, pelo Departamento de Segurança Pública da cidade de Hafei, República Popular da China, por crimes de burla financeira”, é referido na nota.
O SIC sublinha que foi confirmada a sua ligação aos estaleiros clandestinos de mineração ilícita de criptmoedas recentemente desmantelados em Luanda, no município de Viana, instalado numa antiga fábrica de sumos, e no município de Belas, na zona dos Ramiros.
Este ano, o SIC anunciou já o desmantelamento de dois centros clandestinos para a realização desta atividade ilícita, que resultou na detenção de pelo menos 14 indivíduos, angolanos e chineses.
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Em 2025, as autoridades angolanas anunciaram que foram desmantelados 41 estaleiros em dez meses naquele ano, com pelo menos 100 detidos de nacionalidade chinesa, os principais atores deste fenómeno que se verifica não apenas em Luanda, capital de Angola, mas em outras regiões do país.
A mineração de criptomoedas é proibida em Angola, com uma lei criada em 2024, que visa proteger o sistema financeiro e a segurança energética angolana.