Numa mensagem publicada na rede social X, Israel Katz escreveu que “todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano será alvo de eliminação”.
As declarações surgem depois de Israel ter atacado, na terça-feira, um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, órgão responsável pela escolha do líder supremo. No sábado, um ataque israelita matou o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, episódio que marcou o início da atual guerra.
Entretanto, a Guarda da Revolução Islâmica afirmou ter lançado cerca de 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, na 17.ª vaga de ataques de retaliação desde o início dos bombardeamentos contra território iraniano. O comunicado foi lido na televisão estatal iraniana.
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Em Israel, sirenes de alerta aéreo soaram durante a manhã antes do lançamento dos mísseis, mas os serviços de emergência indicaram que não houve registo de feridos. Por sua vez, o exército israelita anunciou ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão ligados à Segurança Interna, à Guarda da Revolução e à força paramilitar Basij.
Segundo o Crescente Vermelho, o número de mortos no Irão ultrapassa já os 555 desde o início dos bombardeamentos. Em Israel, os ataques iranianos causaram até ao momento dez vítimas mortais.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta como uma resposta a uma “ameaça existencial” ao Estado israelita.