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Conflito no Médio Oriente afeta viagens de portugueses para Macau

O encerramento de aeroportos no Médio Oriente, na sequência da escalada militar entre Israel, Irão e os Estados Unidos, interrompeu rotas aéreas essenciais entre a Europa e Macau, forçando o adiamento de viagens

Lusa - Macau

Mais de 110 portugueses viram as suas viagens para Macau afetadas pelo encerramento de aeroportos no Médio Oriente devido ao conflito na região, disse hoje – 2 de março – à Lusa a Associação de Indústria Turística de Macau.

“Um grupo de cerca de 80 pessoas, que viajava de Portugal para Macau com escala no Médio Oriente, deveria ter chegado ontem, mas a viagem foi adiada”, disse o presidente da associação, Wu Keng Kuong, acrescentando que “há grupos de mais de 30 pessoas de Portugal que também adiaram a viagem para Macau para um futuro próximo”.

O Médio Oriente é um ‘hub’ crucial de ligação entre a Europa e Hong Kong e Macau, “especialmente para rotas de e para Portugal”, a maioria das quais com escala em Doha, Qatar ou Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, explicou ainda o presidente.

“Atualmente, a suspensão de voos em alguns dos principais aeroportos da região está a perturbar a circulação de passageiros”, adiantou o responsável, mas, apesar das perturbações, o impacto global da situação no Médio Oriente no setor turístico de Macau “continua a ser reduzido”, acrescentou.

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A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) atualizou o aviso de viagem para o Irão e Israel para o nível mais elevado, “ameaça extrema”, recomendando aos residentes da região administrativa especial que não se desloquem a estes países neste momento.

A DST recebeu até agora sete pedidos de informação relacionados com a suspensão de voos e assuntos relacionados com pessoas retidas no Dubai, Abu Dhabi e Bahrein. “De acordo com as informações obtidas, neste momento, não há grupos de excursões de Macau a deslocar-se para a Europa via Médio Oriente ou com destino ao Médio Oriente”, acrescentou a DST, numa informação divulgada no seu portal na internet.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ (líder religioso de alto escalão entre os muçulmanos xiitas) Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias. Foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos, segundo a Cruz Vermelha iraniana. Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.

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