A nova representante da diplomacia chinesa em Macau, Bian Lixin, manifestou, na quinta-feira, o empenho de Pequim em “implementar o princípio de ‘diplomacia para Macau”, apoiando a “expansão do intercâmbio e cooperação internacional” da região. As declarações foram feitas num evento de receção às autoridades políticas e forças vivas locais, cerca de um mês após a sua chegada.
Bian destacou o mérito da “diplomacia com características chinesas”, garantindo que, “com o forte apoio” de Pequim, a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) irá “expandir e aprofundar a cooperação internacional” e criar “uma plataforma de abertura ao exterior de nível elevado”.
A nova Comissária do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros na RAEM – que substituiu Liu Xianfa, anunciado recentemente como o Representante Especial da China para África – assegurou ainda o apoio do poder central chinês à realização da 13.ª edição da reunião ministerial da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) para o Turismo. O encontro terá lugar em junho, em Macau.
Antes, tinha sublinhado o reconhecimento nos últimos anos da região como “Melhor cidade para conferências e negócios” e “Melhor destino de convenções da Ásia” por publicações da especialidade.
“Macau irá manter-se comprometida com a sua missão e fazer valer as suas vantagens únicas para atuar melhor como janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre a civilização chinesa e ocidental e contribuir para a diplomacia de um grande país com características chinesas na nova era”, afirmou a diplomata.
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Bian Lixin saudou o desempenho do Executivo da RAEM na aplicação do “princípio de ‘Macau governada por patriotas'” e por “manter e aperfeiçoar a predominância do poder executivo, salvaguardar firmemente a segurança nacional, acelerar o desenvolvimento da diversificação adequada da economia e aumentar a eficiência e capacidade de governação”.
“Macau impulsionou a construção de ‘Um centro, Uma plataforma, Uma base’, criou o Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola, aprofundou a cooperação pragmática com os países supracitados”, acrescentou Bian Lixin.
Também o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, que discursou depois de Bian no mesmo evento, afirmou que, na área das relações externas, Macau irá “aproveitar” as vantagens de “conetividade interna e ligação ao exterior, bem como a fusão das culturas chinesa e ocidental, para intensificar ainda mais a abertura bilateral (…)”. Acrescentou que a região pretende também “participar ativamente na iniciativa ‘Uma faixa, Uma rota'”.
O governante acrescentou que a região pretende ainda “promover a cooperação multifacetada e recíproca com os Países de Língua Portuguesa e Espanhola”.