O aeroporto de Hong Kong confirmou à Lusa que quer lançar novas rotas, uma semana após um encontro entre a liderança da infraestrutura e o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão.
Na passada semana, Alexandre Leitão reuniu-se com a diretora executiva da Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), Vivian Cheung, e com o responsável pelo desenvolvimento de novas rotas.
“[O encontro em Hong Kong foi uma] oportunidade de abordarmos assuntos de interesse mútuo”, disse o consulado, numa mensagem publicada na rede social Facebook.
Questionado pela imprensa de Macau sobre se as duas partes tinham falado sobre potenciais voos diretos de passageiros entre Hong Kong e Portugal, Alexandre Leitão não revelou detalhes sobre a reunião.
O PLATAFORMA também pediu um comentário ao cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong mas para perguntas “dessa natureza”, Alexandre Leitão pediu que seja contactado “o Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”.

No entanto, o PLATAFORMA sabe que esse é um dos focos estratégicos da diplomacia económica portuguesa nesta região, e a verificar-se a hipótese de Hong Kong iniciar ligações diretas entre a cidade e Lisboa, quer dizer que Macau não oferece mercado que sustente essa operação.
Numa resposta escrita a questões da Lusa, a AAHK disse que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do setor global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários”.
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O objetivo é “fomentar relações de cooperação no desenvolvimento de rotas”, acrescentou um porta-voz da operadora do aeroporto de Hong Kong. A AAHK disse ainda que tem trabalhado com o Governo de Hong Kong para “estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes”.
Hong Kong não tem atualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018.
Após lançar voos para 30 novos destinos em 2025, a AAHK garantiu que “continuará a expandir a sua ampla rede aérea”.
Em 3 de abril de 2025, arrancou a primeira rota de carga de longo curso entre Macau e Madrid, operada pela companhia aérea da Etiópia Ethiopian Airlines.
Na altura, o diretor nacional para a China da Ethiopian Airlines, Aman Wole Gurmu, sublinhou que Macau é “uma plataforma importante” para a cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Três semanas depois do lançamento do voo entre Madrid e Macau, Alexandre Leitão lamentou que a ligação não tenha como destino Lisboa ou o Porto.

