O alpinista, identificado apenas como Thomas P, em cumprimento das leis de privacidade austríacas, foi condenado a cinco meses de pena suspensa e ao pagamento de uma multa de 9.600 euros. A sua namorada, Kerstin G, morreu de hipotermia durante a subida em condições meteorológicas extremas.
Segundo o tribunal, foram considerados como atenuantes o facto de Thomas P não ter antecedentes criminais e a perda de “uma pessoa muito próxima”. A juíza também teve em conta a intensa exposição pública do caso nas redes sociais, considerada “incriminatória para o arguido”.
O juiz Norbert Hofer, ele próprio alpinista experiente e colaborador de equipas de resgate de montanha no Tirol, afirmou que Thomas P era um excelente montanhista, mas que Kerstin G estava “anos-luz atrás” em termos de experiência, sobretudo em condições de inverno. Na sua avaliação, o casal deveria ter desistido da subida mais cedo.
Ainda assim, o magistrado sublinhou que Thomas P não abandonou a namorada de forma deliberada. “Não o vejo como um assassino, nem como alguém sem coração”, afirmou.
Durante o julgamento, foi ouvida uma ex-namorada do arguido, que relatou um episódio semelhante ocorrido em 2023, quando Thomas P a terá deixado sozinha durante uma escalada no mesmo maciço, numa altura em que se encontrava exausta e em dificuldades.

