O mercado residencial de gama alta em Macau permanece bem abaixo de cidades como Hong Kong e Singapura, mas o território mantém posições destacadas nos rankings globais de custo de vida.
Dados oficiais indicam que o preço médio por metro quadrado de área útil foi de 74.120 patacas (aproximadamente 7.800 euros) no terceiro trimestre de 2025, face às 109.977 patacas no mesmo período de 2019, refletindo uma recuperação ainda incompleta do mercado imobiliário. Nas zonas do NAPE e Praia Grande, os valores atingiram 100.381 patacas por metro quadrado, os mais elevados da cidade.
Segundo a Savills, Macau ocupa o 30.º lugar entre as cidades no segmento residencial de luxo a nível global, longe de Hong Kong (334.000 patacas por metro quadrado) e abaixo de Singapura (143.000 patacas). A consultora assinala ainda uma mudança nas preferências dos “novos milionários”, que privilegiam mobilidade e a possibilidade de deter várias residências.
Apesar de não integrar algumas tabelas comparativas, Macau surge em destaque nos rankings do custo de vida. No Mercer Cost of Living Survey 2024 ocupa a 13.ª posição mundial e mantém-se entre os primeiros lugares na Ásia, sobretudo devido ao peso do imobiliário e à dependência de importações. Já o índice Numbeo coloca o território entre o 15.º e o 25.º lugar global, com o custo a aumentar significativamente quando as rendas são incluídas.
Embora estes estudos incidam sobretudo sobre expatriados, Macau continua a ser considerado um destino de elevado custo para empresas que transferem trabalhadores para o território.