A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhu Fenglian, fez estas declarações em resposta a perguntas da comunicação social sobre recentes vendas de armamento norte-americano a Taiwan e sobre o orçamento especial de defesa aprovado pelas autoridades da ilha para reforçar a cooperação militar com Washington.
A responsável reiterou que os Estados Unidos devem cumprir o princípio de “Uma Só China” e os três comunicados conjuntos sino-americanos, deixando de “armar Taiwan” e de enviar “sinais errados” às forças favoráveis à independência da ilha. A questão de Taiwan é “inteiramente um assunto interno da China”, não se admitindo interferência externa, segundo Zhu.
A porta-voz criticou ainda o Partido Democrático Progressista (DPP, na sigla em inglês), atualmente no poder em Taiwan, acusando-o de agir movido por “interesses políticos egoístas”. Na sua perspetiva, as autoridades do DPP estariam dispostas a transformar a ilha numa “máquina de dinheiro” para a indústria de armamento norte-americana, procurando uma alegada “proteção externa” que classificou como ilusória.
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“Tais comportamentos apenas exporão Taiwan a uma situação ainda mais perigosa e trarão graves desastres aos compatriotas taiwaneses”, afirmou.
Questionada sobre o orçamento especial de defesa de Taiwan, destinado a aprofundar a cooperação militar com os Estados Unidos, Zhu reiterou que qualquer tentativa do DPP de recorrer a meios militares e a “conluio com forças externas” para promover a separação da ilha está condenada ao fracasso.