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Primeira-dama angolana destaca jovens e mulheres no comércio africano

Ana Dias Lourenço defendeu o reforço do papel de jovens e mulheres no comércio intra-africano por considerar que a inclusão económica é decisiva para o sucesso da Zona de Comércio Livre Continental Africana

Jornal de Angola

O Protocolo sobre Mulheres e Jovens da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) é essencial para garantir uma integração económica inclusiva, afirmou a Primeira-Dama de Angola, Ana Dias Lourenço, em Acra, no Gana. A declaração foi feita na sua intervenção como convidada especial no Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade, dedicado ao empoderamento das Pequenas e Médias Empresas, das mulheres e dos jovens no mercado único africano.

O Fórum Diálogo Africano sobre Prosperidade reúne líderes políticos, empresariais e de pensamento de África para promover a integração continental, em alinhamento com a Agenda 2063 da União Africana.

No seu discurso, Ana Dias Lourenço sublinhou que a inclusão económica não ocorre de forma automática, exigindo políticas públicas ativas, medidas correctivas e uma abordagem persistente para ultrapassar desigualdades históricas que continuam a limitar a participação de mulheres e jovens na economia formal e no comércio intra-africano.

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A governante destacou ainda a importância de integrar o vasto setor informal, que sustenta milhões de famílias africanas, maioritariamente lideradas por mulheres, e partilhou iniciativas da Fundação Ngana Zenza, orientadas para o empoderamento feminino e juvenil.

A Primeira-Dama defendeu também o investimento estratégico em infra-estruturas físicas e digitais, a facilitação do acesso ao financiamento e o reforço da literacia tecnológica como pilares centrais de uma inclusão económica moderna. Considerou igualmente que o comércio electrónico deve ser encarado como uma ferramenta essencial para alargar oportunidades no continente.

Ana Dias Lourenço salientou que a ZCLCA deve ser vista como um instrumento estratégico capaz de transformar o potencial económico, cultural e humano de África em prosperidade partilhada, justa e sustentável, alertando para a necessidade de uma implementação realista e amplamente participativa do acordo.

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