Naquele dia, um grupo considerável de angolanos, ligados ao MPLA e à UPA, avançou contra símbolos claros do poder colonial em Luanda. Foram atacadas a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT e a então Emissora Nacional de Angola. O objectivo principal era libertar presos políticos e afirmar, perante o mundo e o próprio povo angolano, que a resistência deixava de ser apenas política e clandestina, e passava a ser armada.
Apesar da desigualdade de meios e da forte repressão que se seguiu, o impacto do 4 de Fevereiro foi profundo. Mais do que o sucesso militar imediato, o acto teve um enorme valor simbólico. Demonstrou coragem, organização e, acima de tudo, a disposição de enfrentar um sistema colonial violento, mesmo sabendo dos riscos elevados que isso implicava.
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