O fórum de think tanks entre o Partido Comunista da China (PCC) e o Kuomintang (KMT), que terminou na terça-feira em Pequim com a aprovação de 15 posições comuns para promover os intercâmbios e a cooperação, poderá contribuir para o desenvolvimento pacífico das relações entre a China continental e Taiwan, segundo a opinião pública da última.
O encontro foi coorganizado por institutos de investigação ligados aos dois partidos e reuniu mais de uma centena de participantes de ambos os lados do Estreito, incluindo membros de think tanks e representantes de setores como turismo, indústria, ciência e tecnologia, saúde e proteção ambiental.
A agenda do fórum, centrada em questões de subsistência e desenvolvimento industrial, vai ao encontro das expectativas da maioria da população taiwanesa relativamente aos intercâmbios entre as duas partes, destacou um artigo publicado na quarta-feira, no jornal United Daily News, de Taiwan.
O enfoque do encontro demonstra o empenho da China continental na promoção de um desenvolvimento pacífico e integrado das relações através do Estreito, bem como a continuidade de medidas destinadas a apoiar e facilitar esses contactos, afirmou o editor da revista taiwanês The Observer, Chi Hsing.
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As 15 posições comuns incluem propostas para a retoma dos intercâmbios normais de pessoas, o reforço da cooperação em indústrias emergentes e o aprofundamento da colaboração nas áreas da saúde, proteção ambiental e prevenção e mitigação de catástrofes.
O fórum transmitiu sinais positivos e poderá contribuir para reforçar a compreensão mútua entre as duas margens do Estreito, relata uma análise publicada pelo China Times na quarta-feira.
As propostas refletem a necessidade do público por intercâmbios e cooperação práticos, considera o presidente da Câmara de Comércio Internacional de Taipé, Teng Che-wei, defendendo ainda que as autoridades do Partido Democrático Progressista devem reconhecer essa vontade e aliviar restrições consideradas injustificadas aos contactos entre pessoas.
O comentador taiwanês Hsieh Chih-chuan sublinhou, por sua vez, que o fórum funcionou como um importante canal de comunicação e consulta no atual contexto, defendendo que o investimento no desenvolvimento e na melhoria das condições de vida deverá prevalecer sobre o aumento das despesas em armamento, permitindo uma convivência pacífica e estável entre os dois lados do Estreito.