Os pandas gémeos, nascidos em 2021 de Shin Shin e Ri Ri, foram transportados de camião até ao aeroporto de Narita e embarcaram num voo de regresso à China. A sua irmã mais velha, Xiang Xiang, tinha regressado ao país natal em fevereiro de 2023, e os progenitores regressaram em setembro de 2024. Com a saída de Xiao Xiao e Lei Lei, o Japão ficará, pela primeira vez desde 1972, sem pandas gigantes.
O envio de pandas gigantes para o Japão começou em 1972, com a normalização das relações diplomáticas entre os dois países. Os primeiros animais foram oferecidos como símbolo de amizade e cooperação, iniciando a chamada “diplomacia do panda”, em que a China utiliza estes animais para reforçar laços culturais e políticos.
Com o tempo, os pandas passaram a ser emprestados, com contratos de dez anos, mantendo sempre a China como proprietária tanto dos adultos como das crias nascidas no estrangeiro.
“As trocas por meio dos pandas contribuíram para melhorar a opinião pública entre o Japão e a China, e esperamos que essa relação continue”, diz Minoru Kihara, chefe de gabinete do Governo do Japão, segundo um comunicado da Associated Press.
Para muitos japoneses, a partida é também um momento de forte carga emocional. Mikako Kaneko, vice-diretora do Zoológico de Ueno, expressou gratidão pelo apoio e carinho dos visitantes ao longo dos anos, reforçando o papel afetivo e cultural que os pandas desempenharam.