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Simpósio internacional discute restauro das Ruínas de São Paulo

Especialistas da China e do estrangeiro reuniram-se em Macau para aprofundar técnicas de conservação aplicadas ao restauro das Ruínas de São Paulo, num esforço que visa salvaguardar um dos mais importantes testemunhos do diálogo histórico entre o Oriente e o Ocidente

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O restauro da fachada das Ruínas de São Paulo,  antigamente conhecida como Colégio de São Paulo, esteve no centro do “Simpósio sobre Conservação e Restauro do Património Cultural”, realizado no domingo, no Auditório do Museu de Arte de Macau.

O encontro reuniu especialistas chineses e internacionais que vão participar directamente na intervenção sobre este monumento emblemático, promovendo a troca de conhecimentos científicos e técnicos essenciais para a preservação de um dos símbolos mais marcantes da identidade cultural de Macau.

O simpósio incidiu sobretudo nos trabalhos de conservação da fachada e das estátuas de bronze das Ruínas de São Paulo. A iniciativa foi organizada pelo Centro de Preservação e Transmissão do Património Cultural do Museu do Palácio de Macau (doravante designado por “Centro”), sob a tutela do Instituto Cultural (IC).

A presidente do IC, Leong Wai Man, sublinhou que as Ruínas de São Paulo foram escolhidas como o primeiro grande projecto de restauro do Centro, por representarem um testemunho singular de séculos de intercâmbio cultural entre a China e o mundo ocidental. Segundo a responsável, a protecção deste património não só preserva a memória da cidade como também reforça o papel de Macau enquanto plataforma de diálogo cultural internacional.

Durante o simpósio, especialistas do Museu do Palácio, da Grécia, da Austrália e de instituições académicas locais apresentaram estudos de caso e experiências práticas, com destaque para a conservação de bronze e para a intervenção em monumentos de grande escala com materiais mistos.

Leia também: Ruínas de São Paulo: Ano arranca com obras de restauro

As contribuições foram consideradas relevantes para enfrentar os desafios técnicos específicos colocados pelo estado de conservação das Ruínas.

O Centro foi criado através da cooperação entre o Governo da RAEM e o Ministério da Cultura e Turismo da China em novembro de 2024. A iniciativa pretende não só proteger um ícone do património mundial de Macau, mas também afirmar a cidade como um pólo internacional de excelência na conservação do património arquitectónico sino-ocidental.

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