De acordo com uma fonte da Administração norte-americana, citada este sábado, o formato trilateral, envolvendo representantes de Kiev, russos e norte-americanos, será retomado a 1 de fevereiro, novamente nos Emirados Árabes Unidos. O responsável sublinhou que o simples facto de reunir as três partes constitui um avanço significativo. “Houve progressos importantes na clarificação dos elementos essenciais para se alcançar um desfecho”, afirmou.
Estes encontros representam o primeiro contacto direto conhecido entre delegações de Kiev e Moscovo no contexto de uma iniciativa política impulsionada pelo antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de pôr termo ao conflito iniciado há quase quatro anos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reconheceu que as reuniões permitiram discutir múltiplos dossiês e destacou o carácter construtivo das conversações, ainda que num ambiente marcado pela violência no terreno. “Foram abordadas muitas questões e é importante que o diálogo tenha sido produtivo”, declarou.
Apesar do avanço diplomático, as autoridades ucranianas mantêm reservas quanto à postura russa, acusando Moscovo de minar a confiança no processo ao prosseguir com ataques militares durante as negociações. Ainda assim, a aceitação de uma nova ronda de diálogo é encarada como um sinal de abertura num conflito que continua a ter profundas repercussões na segurança europeia e internacional.