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Chefe da junta da Guiné-Bissau convoca eleições gerais e presidenciais para 6 de dezembro

O presidente da República Transitória da Guiné-Bissau, Horta Inta-a, convocou na quarta-feira novas eleições gerais, presidenciais e legislativas para 6 de dezembro

Plataforma com Lusa

Horta Inta-a fixou a data das eleições por decreto presidencial, após ouvir hoje os órgãos de transição que governam a Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral em curso na véspera do anúncio dos resultados.

O general nomeado para a presidência pelo Alto Comando Militar, que assumiu o poder, anunciou na sua tomada de posse que o período de transição duraria no máximo um ano. Uma das primeiras medidas dos militares foi a revisão da Constituição, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, que substituiu o parlamento e reforça os poderes do presidente do país.

O presidente de transição consultou hoje o Alto Comando Militar, que liderou o golpe, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, o Conselho Nacional de Transição, que substituiu o parlamento, e a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Com o golpe, os militares suspenderam todas as atividades dos partidos políticos, razão pela qual nenhum dos mais de 40 partidos legalmente existentes na Guiné-Bissau foi convidado para as consultas.

O Alto Comando Militar, através do seu porta-voz, o general Samuel Fernandes, disse aos jornalistas que o órgão tinha dado a sua opinião ao presidente transitório do país sobre a data proposta e que o Conselho Nacional de Transição, através de Nelson Moreira, tinha expressado a mesma posição, com o primeiro-ministro Ilídio Té a indicar que as eleições poderiam ser realizadas em dezembro.

A meio da tarde, um decreto assinado por Horta Inta-a fixou a data de 6 de dezembro para as próximas eleições legislativas e presidenciais. Também recebido pelo presidente transitório, o presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Mpabi Kaby, sugeriu que fosse realizado um novo recenseamento eleitoral antes das eleições.

Ele observou que o número atual de cidadãos com direito a voto não corresponde à realidade, devido à existência de pessoas que se mudaram, emigraram ou faleceram, mas que permanecem nos cadernos eleitorais. A marcação de novas eleições na Guiné-Bissau ocorre dois meses após a última votação, que foi marcada por um golpe militar na véspera do anúncio dos resultados presidenciais.

O general Horta Inta-a foi então nomeado pelos militares para liderar o país durante um período de transição anunciado para durar no máximo um ano.

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