O agente da PSP que fez manobras de reanimação a Odair Moniz disse hoje não ter visto qualquer faca, tal como disse durante os interrogatórios feitos durante a investigação e que constam no processo.
“Se estivesse, tinha retirado [faca]. Não ia deixar uma arma branca debaixo do corpo”, disse Tiago Martins durante a sessão de hoje que decorreu no Tribunal de Sintra.
O agente, que na altura da morte de Odair Moniz pertencia à divisão da Amadora, explicou também que, quando se aproximou do corpo, só viu uma entrada de bala, sem se aperceber que tinham sido disparados dois tiros, tendo depois chegado os elementos da Viatura Médica de Emergência Rápida (VMER).
O agente José Gouveia afirmou ter visto uma faca junto à bolsa de Odair Moniz, quando o corpo tinha sido já levado pelos elementos de emergência médica.
“O cidadão já não se encontrava no local quando visualizei a bolsa e a faca. Já tinha sido levado para a ambulância”, disse José Gouveia perante o coletivo presidido pela juíza Ana Sequeira, acrescentando não ter visto ninguém mexer na bolsa, uma vez que, durante o auxílio médico, este agente estava virado para outra rua e a ambulância tapava a sua visão.
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