A Polícia Judiciária (PJ) está no terreno nesta terça-feira a cumprir mais de cinco dezenas de mandatos de detenção contra alegados membros do grupo ultranacionalista 1143, liderado por Mário Machado.
O inquérito, titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa investiga, entre outros, crimes de associação criminosa, ofensas à integridade física e de incitamento ao ódio e à violência, enquadrados pelos artigos 240 do Código de Processo Penal, respetivamente (ver mais abaixo) que determina pena de prisão a quem incite à violência, difame, injurie ou ameace pessoas ou grupos por motivos de raça, cor, origem étnica, nacionalidade, religião, sexo, orientação sexual, identidade de género ou deficiência.
Mário Machado detido pelo corpo de intervenção da PSP durante os distúrbios ocorridos no 25 de abril, de 2025
Membro do grupo 1143 detido por suspeita de ataque à caixa ATM com explosivo
Mário Machado, recorde-se, já foi condenado por inúmeros crimes violentos, e encontra-se desde maio passado a cumprir pena de dois anos e 10 meses de prisão efetiva por incitamento ao ódio e à violência. Machado publicou mensagens no X, na quais apelava à “prostituição forçada” das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular a professora e dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra.
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