Luís Marques Mendes foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais portuguesas em Macau, obtendo 47% dos votos. O resultado contrasta com a sua prestação a nível nacional, que lhe valeu a quinta posição na primeira volta, com 11,3%.
O candidato apoiado pelo PSD recolheu 1.073 votos no território, superando António José Seguro, que ficou em segundo lugar com 21% (477 votos), e André Ventura, terceiro classificado com 12,4% (282 votos). João Cotrim de Figueiredo obteve 8,4% e Henrique Gouveia e Melo 5,8%, completando os cinco primeiros em Macau.
Contactado pelo jornal Ponto Final, o mandatário de Luís Marques Mendes em Macau, António Bessa Almeida, atribuiu a vitória no território ao “bom trabalho” desenvolvido pela candidatura. O responsável também sublinhou que a campanha foi conduzida com “respeito” e “transparência”, ao explicar a diferença entre os resultados locais e nacionais.
O responsável considerou ainda que a realização de uma segunda volta será “uma perda de tempo”, defendendo que implicará um desperdício adicional de recursos.
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A participação eleitoral em Macau registou um aumento significativo face às presidenciais anteriores. Dos 57.748 votantes inscritos no Consulado-Geral de Portugal no território, 2.374 votaram, o que corresponde a uma taxa de participação de 4,1%, quase o dobro da verificada em 2021.
No plano global, António José Seguro, apoiado pelo PS, liderou a votação com 31%, enquanto André Ventura, apoiado pelo Chega, obteve 23,5%. Os resultados da primeira volta determinaram a realização de uma segunda volta, marcada para 8 de Fevereiro, entre Seguro e Ventura, os dois candidatos mais votados.
João Cotrim de Figueiredo terminou a corrida presidencial em terceiro lugar, com 16%, seguido de Henrique Gouveia e Melo, com 12,3%. Atrás de Marques Mendes ficaram Catarina Martins (2%), António Filipe (1,6%), Manuel João Vieira (1%), Jorge Pinto (0,7%), André Pestana da Silva (0,2%) e Humberto Correia (0,08%).
A taxa de participação global nesta primeira volta foi de 52,3%, superando os 39,3% registados nas eleições presidenciais de 2021, em que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito à primeira volta.
De acordo com a lei eleitoral portuguesa, o Presidente da República só é eleito à primeira volta se obtiver a maioria absoluta. Não sendo esse o caso, realiza-se uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. O próximo chefe de Estado tomará posse a 9 de Março, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa, que conclui o segundo e último mandato constitucionalmente permitido.