“Atuação violenta, desproporcionada e degradante”, diz o Ministério Público (MP) sobre os dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) que exerciam funções na esquadra do Rato, em Lisboa, e que se encontram em prisão preventiva, tendo sido acusados de tortura e violação, visando sobretudo toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros que circulavam nas zonas de diversão noturna
Os dois polícias, de 21 e 24 anos,foram detidos em 10 de julho de 2025, após buscas domiciliárias e nas esquadras do Bairro Alto e Rato, em Lisboa, e encontram-se em prisão preventiva, tendo sido agora conhecida a acusação do MP, noticiada pela SIC Notícias na quarta-feira (14 de janeiro), e à qual o DN teve acesso. Foi a PSP que denunciou os factos em investigação.
Foram acusados pelo MP de crimes de tortura, abuso de poder, violação, ofensas à integridade física, entre outros.
Os dois agentes agrediam pessoas que tinham detido com “socos e chapadas”, mas também com “coronhadas na cabeça”, tendo algumas destas situações filmadas e fotografadas, assim como as respetivas vítimas, e partilhadas num grupo de WhatsApp.
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