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Prevista subida média de 2.23% nos salários

As empresas de Macau preveem um aumento médio de 2.23% nos salários em 2026, menos 0,49 pontos percentuais do que no ano passado e abaixo da subida de 2.9% no salário mínimo, segundo um inquérito

Lusa

Mais de 23% das 99 empresas inquiridas pela empresa de recursos humanos MSS Recruitment disseram não ter planos para uma revisão salarial, mais 7.1% do que em 2025.

A diretora executiva da MSS Recruitment disse que os resultados refletem “um ambiente económico cauteloso e mais estável em Macau”, depois da recuperação da crise causada pela pandemia de covid-19.

As empresas estão a concentrar-se no “controlo de custos e na sustentabilidade a longo prazo, em vez da expansão”, acrescentou Jiji Tu, citada pelo portal de notícias Macau News Agency.

A 1 de janeiro, entrou em vigor em Macau um aumento de 2.9% do salário mínimo, que subiu 211,4 patacas, para 7.280 patacas mensais.

Esta é a primeira revisão do valor do salário mínimo, dois anos depois de a lei ser implementada, e foi aprovada na Assembleia Legislativa em 18 de dezembro, por unanimidade, apesar das queixas do setor patronal.

Apesar de terem votado a favor, três deputados que representam os setores industrial, comercial e financeiro alertaram para o possível impacto negativo do aumento do salário mínimo.

A recuperação depois da crise económica causada pela pandemia “ainda é desequilibrada”, lamentaram, numa declaração de voto, Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Si Ka Lon.

Os deputados destacaram sobretudo as pequenas e médias empresas, que “enfrentam muitas dificuldades e podem não conseguir responder a novos encargos”, incluindo um aumento nas despesas com salários.

O Governo estimou que o aumento do salário mínimo irá abranger cerca de 18 mil pessoas, ou 4.4% da força de trabalho total.

O presidente da Associação dos Empregados do Setor de Serviços, Kuong Chi Fong, disse à TDM – Teledifusão de Macau que cerca de 2.200 pessoas com estatuto de residente recebem o salário mínimo nas áreas da limpeza e segurança de edifícios.

Também segundo a emissora pública, o secretário-geral da Associação de Administração de Propriedades, Ieong Kuong, estimou que os trabalhadores migrantes representam um terço daqueles que recebem o salário mínimo.

A revisão voltou a excluir os empregados domésticos, devido à “‘natureza única’ do trabalho doméstico e à necessidade de o trabalhador se ‘integrar’ na vida familiar do empregador”, disse em novembro o diretor da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Chan Un Tong referiu que o salário mediano para estas contratações ronda 3.800 patacas.

De acordo com dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, divulgados pela DSAL, o número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 28.500 no final de novembro, o valor mais elevado desde março de 2021.

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