A queda de Nicolás Maduro na sequência da ação militar levada a cabo pelos Estados Unidos no sábado, 3 de janeiro, gerou incerteza sobre o comportamento imediato dos preços do petróleo, mas analistas, ouvidos pela CNBC e Bloomberg consideram que o efeito pode ser contido.
Alguns dos especialistas admitem uma subida pontual no curto prazo devido à turbulência e ao carácter inesperado da operação. A maioria, porém, entende que o mercado já tinha em parte antecipado um cenário de conflito entre os EUA e a Venezuela e, por isso, não prevê movimentos expressivos nos principais contratos da commodity.
De salientar que Donald Trump justificou a intervenção ao sublinhar a subexploração das vastas reservas venezuelanas. O presidente dos EUA afirmou que “a Venezuela estava a retirar uma percentagem muito baixa da sua energia das grandes reservas de petróleo que detém”, acrescentando que grandes petrolíferas explorariam a região para “trazer riqueza para o povo da Venezuela” e para aqueles que, segundo o próprio, foram “roubados” pelo regime. Trump referiu ainda o “reembolso” das instalações nacionalizadas e o pagamento dos custos da operação, bem como eventuais despesas com a “administração” do país.
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