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Número de passageiros cai 1.6% em 2025

O número de passageiros que passaram pelo Aeroporto Internacional de Macau caiu 1.6% em 2025 "devido ao contexto económico e alguns fatores de incerteza”, disse a companhia gestora

Lusa

Num comunicado, a CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau revelou ter registado cerca de 7,52 milhões de passageiros no ano passado.

“Devido ao contexto económico e a alguns fatores de incerteza, o tráfego de passageiros ficou aquém das expectativas durante o primeiro semestre e o período de férias de verão”, lamentou a empresa.

Em abril, a CAM já tinha admitido que poderia falhar as metas de passageiros e carga fixadas para 2025, devido à “situação geopolítica e à instabilidade económica mundial”.

Em fevereiro de 2025, o presidente da operadora, Simon Chan, tinha previsto para o ano mais de oito milhões de passageiros, 65 mil movimentos de voo e um volume de carga de 113 mil toneladas.

Ainda assim, o número de passageiros vindos do estrangeiro subiu 7%, o total de rotas internacionais aumentou 26% e o volume de carga registou um crescimento anual de 1.08%, sublinhou a CAM no comunicado.

O aeroporto de Macau tem atualmente voos regulares de passageiros operados por 29 companhias aéreas para 47 destinos na China continental, Taiwan, Sudeste Asiático, Japão e Coreia do Sul, de acordo com o portal da CAM.

Face à queda do número total de passageiros, a empresa “agiu de forma proativa, colaborando com diversas partes interessadas para atrair novas companhias aéreas”, o que levou a uma recuperação no quarto trimestre.

O aeroporto lançou novas rotas ou retomou ligações interrompidas durante a pandemia de covid-19, com destino a Jinan (leste da China continental), Cebu (Filipinas), Haiphong e Ho Chi Minh (Vietname) e Vladivostok (Rússia).

A CAM sublinhou que “está em contacto ativo com várias companhias aéreas nacionais e internacionais para discutir o lançamento de novas rotas, incluindo uma possível cooperação com companhias aéreas do Médio Oriente”.

Cidadãos da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã passaram a estar dispensados de visto para entrar em Macau a partir de 16 de julho.

Nesse mesmo mês, um deputado defendeu o estabelecimento de uma ligação aérea direta com Lisboa, para promover os negócios entre os países de língua portuguesa e a Europa.

Ip Sio Kai sugeriu que o Governo conceda subsídios para a abertura deste voo de longo curso e que lance promoções de alojamento, transporte e atividades culturais para atrair turistas para Macau.

Um mês antes, também o deputado José Pereira Coutinho tinha defendido o lançamento de “rotas aéreas diretas para a Europa, nomeadamente para Portugal”.

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