Num estalar de dedos, Delcy Rodríguez passou aos olhos internacionais de quase desconhecida vice-presidente de Nicolás Maduro a figura central da crise na Venezuela nas próximas horas, dias ou anos. Mas quem é afinal a mulher que o Supremo venezuelano apontou como líder do país sul-americano?
Nascida há 56 anos, a 18 de maio de 1969, em Caracas, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, advogada especializada em direito do trabalho, formada na Universidade Central da Venezuela, com, segundo a própria, pós-graduações em Paris e Londres, professora universitária e ex-líder de uma associação de juristas, entrou na política em 2003, com cargos técnicos ligados ao ministério de Minas e Energia.
Ou então entrou muito antes, não fosse filha de Jorge Antonio Rodríguez, o fundador do partido marxista venezuelano Liga Socialista morto aos 34 anos, na prisão, em 1976, e irmã mais nova de Jorge Rodríguez, 60 anos, atual presidente da Assembleia Nacional local, ex-presidente da Câmara de Caracas e um dos principais fiadores do regime de Chávez e Maduro.
De então para cá, Delcy foi ministra do Petróleo e das Finanças, cargos que acumula com a vice-presidência, da Comunicação e da Informação, dos Assuntos Presidenciais, dos Assuntos Europeus e dos Negócios Estrangeiros, quando, atingida por sanções da União Europeia, após viagem a Espanha não precisou sair do avião para receber o ministro do Turismo local, José Ábalos, e vender 104 barras de ouro num caso conhecido no país vizinho como “delcygate” e descrito na revista brasileira Veja.
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