O bloqueio, anunciado na semana passada, provocou uma desaceleração das operações nos portos venezuelanos, com a maioria dos navios a transportar petróleo apenas entre portos domésticos, deixando milhões de barris retidos em embarcações.
O presidente dos EUA voltou a exigir a saída de Maduro do poder e reiterou que o petróleo apreendido seria mantido ou vendido pelos Estados Unidos. “Acho que seria inteligente da parte dele fazer isso”, disse Trump, acrescentando que se Maduro insistir em resistir, “será a última vez que poderá agir assim”.
A China condenou a apreensão de um petroleiro com destino ao seu país, classificando a ação como uma violação grave do direito internacional. O navio, que transportava petróleo sancionado e fazia parte da chamada “frota fantasma” da Venezuela, não estava oficialmente sancionado pelos EUA. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, reforçou que Caracas tem o direito de manter relações com outros países e criticou sanções “unilaterais e ilegais”.
O ministério russo também criticou as ações norte-americanas, incluindo ataques a barcos suspeitos de tráfico de drogas e a tentativa de interceptar um terceiro petroleiro. Rússia e Venezuela expressaram “profunda preocupação” com a escalada de ações de Washington no Mar do Caribe, alertando para possíveis consequências graves na região e riscos ao transporte marítimo internacional.
Enquanto isso, a superpetroleira Bella 1, alvo de uma tentativa de interceptação pela guarda costeira dos EUA, encontrava-se à deriva a nordeste de Bermuda. Washington afirma que Venezuela, sob Maduro, utiliza receitas de petróleo para financiar “terrorismo de drogas, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros”, embora ataques recentes tenham resultado na morte de mais de 100 pessoas, incluindo pescadores civis.
Em resposta, Maduro acusou os EUA de buscarem uma mudança de regime e denunciou práticas de “pirataria internacional”. Numa transmissão televisiva, o presidente venezuelano disse que Trump “estaria melhor concentrado em questões internas dos Estados Unidos” do que ameaçar Caracas, reafirmando a resistência do país às pressões externas.