A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) determinou que, a partir do final deste mês, os bancos locais emissores de cartões passem a disponibilizar nas aplicações de banca móvel uma nova funcionalidade para a autorização de transações online com cartão bancário, reforçando a segurança dos pagamentos eletrónicos e a proteção dos titulares. O novo mecanismo substituirá, de forma gradual, os códigos de verificação enviados por SMS, embora os clientes que não tenham os serviços de banca móvel ativados possam continuar a recorrer a esse método.
Segundo a AMCM, a nova funcionalidade permite aos titulares de cartões aceder a informações claras sobre cada transação e utilizar um canal mais seguro para a sua autorização, reduzindo o risco de fraude associado ao roubo de códigos SMS e, consequentemente, de perdas financeiras. Para utilizar o serviço, basta atualizar a aplicação do banco para a versão mais recente, não sendo necessário qualquer registo adicional. Sempre que uma compra online exigir verificação, o utilizador será encaminhado para a aplicação de banca móvel, onde poderá consultar dados como os últimos quatro dígitos do cartão, o nome do comerciante, a moeda e o montante, autorizando a operação após confirmação.
A autoridade monetária instruiu ainda os bancos a prestarem orientações operacionais claras e a garantirem apoio adequado aos clientes. Paralelamente, desde junho de 2024, as instituições são obrigadas a disponibilizar canais que permitam aos titulares gerir autonomamente o uso dos seus cartões, incluindo a ativação ou desativação de transações online, o ajuste de limites de crédito e o congelamento imediato do cartão em caso de perda.
No combate a esquemas de fraude, a AMCM determinou também que, a partir de dezembro, as instituições financeiras deixem de incluir hiperligações ou códigos QR em SMS ou e-mails enviados aos clientes, reforçando as campanhas de sensibilização. A autoridade alerta que os bancos não solicitam dados pessoais, informações de cartões ou códigos de verificação por mensagens eletrónicas, apelando ao público para manter vigilância e evitar clicar em ligações ou digitalizar códigos de origem desconhecida.